moda no inverno 2026. O varejo brasileiro de vestuário pode movimentar R$ 63,34 bilhões durante a temporada comercial de outono e inverno de 2026.
A projeção considera as vendas realizadas entre maio e agosto e representa crescimento de 4,2% em relação aos R$ 60,79 bilhões registrados na temporada anterior.
Em quantidade, a expectativa é de aproximadamente 1,85 bilhão de peças comercializadas, avanço de 0,65% sobre 2025.
Os números mostram que a moda continua sendo um mercado de grande dimensão.
Eles não significam, porém, que todo lojista terá aumento nas vendas ou que quem não possui loja virtual ficará completamente fora dessa movimentação.
Uma empresa ainda pode vender por meio de:
- loja física;
- marketplace;
- Instagram;
- WhatsApp;
- representantes;
- eventos;
- catálogo;
- atendimento presencial.
A diferença é que cada canal oferece capacidades e limitações próprias.
Uma loja virtual ajuda a organizar catálogo, tamanhos, cores, estoque, pagamento, frete e pedidos. Mas não cria demanda sozinha, não garante presença no Google e não elimina problemas de produto, preço, logística ou atendimento.
Da mesma forma, Instagram e WhatsApp podem gerar vendas importantes. O problema aparece quando toda a operação depende de publicações espalhadas, mensagens manuais e pagamentos sem um pedido centralizado.
O principal aprendizado dos dados de 2026 não é que todo lojista precisa abandonar seus canais atuais.
É que o varejo de moda está cada vez mais conectado a uma jornada digital na qual o consumidor:
- Descobre uma peça.
- Consulta imagens.
- Verifica tamanhos.
- Compara preços.
- Analisa prazo e frete.
- Procura informações sobre troca.
- Escolhe o pagamento.
- Decide onde concluir a compra.
A empresa precisa estar preparada para participar dessa jornada.
Atualizado em 30 de julho de 2026.
O que significa a projeção de R$ 63,34 bilhões?
O número foi divulgado pelo IEMI, empresa especializada em inteligência de mercado dos setores têxtil, de vestuário e de bens de consumo.
A projeção considera o desempenho do varejo brasileiro de vestuário entre maio e agosto de 2026.
Segundo o levantamento publicado pelo IEMI, a expectativa é de:
- R$ 63,34 bilhões em vendas;
- crescimento nominal de 4,2%;
- aproximadamente 1,85 bilhão de peças;
- crescimento de 0,65% em volume.
A própria análise do instituto descreve o cenário como uma recuperação gradual, ainda marcada por cautela de empresas e consumidores.
Essa delimitação é importante.
O valor de R$ 63,34 bilhões não corresponde exclusivamente a:
- e-commerce;
- pequenas lojas;
- jaquetas e casacos;
- produtos vendidos entre junho e setembro;
- negócios com site próprio;
- vendas geradas por anúncios;
- lucro líquido do setor.
Ele reúne o varejo de vestuário em diferentes canais e formatos.
Participam dessa movimentação:
- grandes redes;
- lojas físicas;
- marcas próprias;
- franquias;
- marketplaces;
- lojas virtuais;
- operações regionais;
- pequenos varejistas.
Também não podemos tratar faturamento como lucro.
Dentro do valor vendido existem custos relacionados a:
- mercadoria;
- fabricação;
- fornecedores;
- aluguel;
- equipe;
- comissão;
- pagamento;
- frete;
- impostos;
- trocas;
- devoluções;
- publicidade;
- tecnologia.
A projeção dimensiona o mercado. Ela não informa quanto ficará no caixa de cada empresa.
Crescimento em faturamento maior que o crescimento em peças
O faturamento projetado cresce 4,2%, enquanto a quantidade de peças avança apenas 0,65%.
Essa diferença indica que o valor médio movimentado por peça pode subir.
Entretanto, os dados apresentados publicamente não permitem concluir que isso acontece por uma única razão.
O resultado pode envolver:
- aumento de preços;
- inflação;
- mudança no mix;
- participação maior de peças de valor elevado;
- custos de produção;
- produtos importados;
- comportamento das categorias;
- promoções;
- diferença entre regiões.
A versão anterior dizia que o consumidor estava comprando menos itens e investindo mais em cada um.
Essa pode ser uma interpretação possível em determinadas lojas, mas não é uma conclusão automática do levantamento.
Para saber o que ocorre dentro de um negócio específico, o lojista precisa analisar:
- itens por pedido;
- ticket médio;
- preço médio;
- margem;
- categorias;
- frequência;
- desconto;
- devoluções.
O dado nacional serve como referência. A decisão comercial precisa ser baseada também nos números da própria loja.
O que os dados da Nuvemshop mostram?
Outro levantamento divulgado em junho analisou as vendas de moda realizadas por lojistas da Nuvemshop.
Entre abril e maio de 2026, a quantidade de pedidos da categoria cresceu 35,2% em comparação com o mesmo período de 2025.
Quando foram consideradas somente as lojas que estavam ativas nos dois períodos, o crescimento foi de 24,1%.
Maio também registrou ticket médio de R$ 297, o maior da série analisada fora da temporada de fim de ano. No acumulado de abril e maio, o ticket ficou em R$ 293.
Esses dados foram divulgados pela Nuvemshop em levantamento apresentado pelo InfoMoney.
Os números são relevantes, mas possuem um recorte.
Eles representam lojas que utilizam a plataforma, não todo o e-commerce de moda do Brasil.
Também não provam que o crescimento ocorreu somente por causa de lojas virtuais.
Uma compra registrada na plataforma pode ter começado em:
- Instagram;
- anúncio;
- Google;
- WhatsApp;
- influenciador;
- e-mail;
- acesso direto;
- cliente recorrente.
A loja virtual é o ambiente em que o pedido foi processado.
O canal de descoberta pode ter sido outro.
Essa diferença ajuda a compreender a estratégia correta: redes sociais, pesquisa, publicidade e atendimento podem atrair o consumidor, enquanto a loja organiza a conclusão da compra.
Instagram e loja virtual não são concorrentes
A versão anterior dizia que o crescimento aconteceu em lojas virtuais, e não no Instagram ou no WhatsApp.
Na prática, esses ambientes podem trabalhar juntos.
Uma marca de moda pode utilizar o Instagram para:
- apresentar looks;
- mostrar combinações;
- publicar vídeos;
- responder comentários;
- divulgar lançamentos;
- trabalhar com criadores;
- mostrar bastidores.
Depois, o conteúdo pode direcionar a pessoa para uma página específica da loja.
A publicação desperta o interesse.
A página de produto apresenta:
- preço;
- tamanhos;
- cores;
- fotos;
- material;
- medidas;
- disponibilidade;
- frete;
- pagamento;
- troca.
O WhatsApp também pode participar.
O cliente pode abrir a página, consultar as informações e ainda entrar em contato para perguntar sobre:
- caimento;
- disponibilidade;
- prazo;
- combinação;
- troca;
- retirada.
A loja não elimina a conversa. Ela reduz a quantidade de informações que precisam ser repetidas manualmente.
Lojistas sem loja virtual ficam fora do mercado?
Não.
Essa afirmação seria incorreta.
Uma loja física bem localizada pode vender muito durante uma frente fria.
Um perfil no Instagram pode receber pedidos.
Um vendedor pode utilizar marketplace.
Uma empresa pode atender pelo WhatsApp.
A questão não é afirmar que esses lojistas não venderão.
A questão é analisar o que acontece quando o volume cresce.
Em uma operação baseada somente em mensagens, cada cliente pode precisar perguntar:
- Qual é o preço?
- Tem tamanho M?
- Possui outra cor?
- Qual é o tecido?
- Faz entrega?
- Quanto custa o frete?
- Aceita cartão?
- Parcela?
- Como faço para comprar?
Quando cinco pessoas perguntam, o atendimento pode funcionar.
Quando cinquenta perguntam ao mesmo tempo, surgem riscos:
- demora;
- conversa esquecida;
- preço diferente;
- estoque incorreto;
- pedido sem registro;
- pagamento não identificado;
- endereço incompleto;
- abandono.
A loja virtual não garante que esses problemas desaparecerão.
Ela oferece ferramentas para organizar parte do processo.
O inverno comercial não termina junto com agosto
O levantamento do IEMI considera a temporada comercial entre maio e agosto.
Já o inverno oficial de 2026 começou em 21 de junho e termina em 22 de setembro, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia.
Por isso, é importante separar:
Temporada comercial analisada
Período escolhido pelo levantamento para medir vendas de coleção outono e inverno.
Estação climática
Período definido astronomicamente.
Além disso, o Brasil possui grande diversidade climática.
A experiência de inverno em:
- Salvador;
- Recife;
- Manaus;
- Brasília;
- São Paulo;
- Curitiba;
- Porto Alegre;
não é a mesma.
Uma loja nacional não deve preparar o catálogo supondo que todos os clientes enfrentam as mesmas temperaturas.
O próprio INMET destaca diferenças regionais nas condições previstas para a estação.
Como a variação climática afeta o catálogo?
Um inverno irregular aumenta a importância de um mix flexível.
Uma loja pode trabalhar com:
- jaquetas leves;
- tricôs;
- moletons;
- cardigãs;
- calças;
- sobreposições;
- peças de meia estação;
- acessórios;
- produtos para chuva;
- itens mais pesados para regiões frias.
O erro seria montar todo o estoque com base em um único cenário climático.
Caso o frio demore ou fique concentrado em poucas regiões, peças muito pesadas podem perder giro.
Caso uma frente fria forte aconteça e a loja possua apenas produtos leves, pode faltar mercadoria justamente durante o aumento da procura.
O planejamento precisa considerar:
- histórico;
- região atendida;
- perfil dos clientes;
- previsão;
- fornecedores;
- prazo de reposição;
- margem;
- capacidade de armazenagem.
A loja virtual ajuda a observar quais produtos recebem mais acessos, mas a decisão de compra de estoque continua sendo comercial.
Como interpretar o crescimento do Centro-Oeste?
O levantamento da Nuvemshop apontou que Sudeste e Sul concentraram aproximadamente 76% dos pedidos de moda analisados.
O Centro-Oeste apresentou o maior ritmo de crescimento, com alta de 70,7% em relação ao período anterior.
Esse dado não significa que toda loja deve começar imediatamente a anunciar para a região.
Antes, é necessário verificar:
- prazo de entrega;
- custo do frete;
- produtos procurados;
- temperatura;
- capacidade logística;
- devoluções;
- margem.
Uma campanha pode gerar pedidos e continuar sendo ruim para a empresa quando o frete consome a margem ou a entrega demora além do esperado.
O dado regional funciona como indicação para investigação.
O lojista precisa comparar com seus próprios relatórios.
O cartão realmente domina as vendas de maior valor?
Uma análise da Appmax, reproduzida pelo E-Commerce Brasil, apontou que no segmento de moda inverno o cartão representava 68% do valor transacionado na base observada.
O ticket médio informado foi de R$ 308 no cartão e R$ 226 no Pix.
Esses números não representam todos os consumidores brasileiros.
Eles pertencem à operação monitorada pela empresa.
Ainda assim, ajudam a mostrar por que oferecer mais de um meio de pagamento pode ser importante.
Uma loja pode disponibilizar:
- Pix;
- cartão;
- parcelamento;
- boleto, quando fizer sentido;
- carteira digital;
- link de pagamento.
O lojista precisa calcular os custos.
O cartão pode envolver:
- taxa;
- antecipação;
- parcelamento;
- risco;
- chargeback.
O Pix costuma oferecer liquidação rápida, mas nem todo cliente deseja pagar o valor integral no momento da compra.
A decisão não deve ser “cartão é melhor” ou “Pix é melhor”.
A loja precisa oferecer alternativas compatíveis com seu público e sua margem.
Não transforme parcelamento em prejuízo
Oferecer parcelamento pode aumentar a acessibilidade de produtos de maior valor.
Porém, uma condição comercial precisa ser calculada.
Considere:
- taxa do gateway;
- número de parcelas;
- antecipação;
- margem;
- desconto já oferecido;
- frete;
- imposto.
Uma jaqueta pode ter bom faturamento e gerar pouco resultado quando a empresa combina:
- desconto elevado;
- frete subsidiado;
- parcelamento longo;
- anúncio caro;
- comissão.
O objetivo não é apenas aumentar o ticket.
É manter uma venda sustentável.
A experiência no celular é essencial
Dados gerais do Radar do E-commerce D2C da Nuvemshop mostram que mais de 81% dos pedidos de abril e maio de 2026 aconteceram em dispositivos móveis dentro da base analisada.
Isso reforça a importância de testar a loja no celular.
Uma página pode parecer boa no computador e apresentar problemas como:
- botão escondido;
- imagem cortada;
- texto pequeno;
- tabela de medidas difícil de abrir;
- seletor de tamanho confuso;
- carregamento lento;
- pop-up cobrindo o produto;
- frete difícil de calcular;
- checkout extenso.
O teste precisa ser realizado em aparelhos reais.
Não basta reduzir a janela do navegador no computador.
O que uma página de roupa precisa apresentar?
Moda possui desafios que não aparecem da mesma forma em outras categorias.
O consumidor não consegue tocar o tecido nem experimentar a peça.
A página precisa reduzir essa incerteza.
Fotografias
Apresente:
- frente;
- costas;
- lateral;
- detalhes;
- textura;
- acabamento;
- produto em uso;
- proporção.
As imagens precisam representar a peça real.
Uma fotografia gerada por inteligência artificial não deve alterar características importantes do produto.
Descrição
Informe:
- tecido;
- composição;
- modelagem;
- caimento;
- fechamento;
- bolsos;
- elasticidade;
- transparência;
- forro;
- instruções de lavagem.
Evite descrições genéricas como:
Peça maravilhosa, perfeita para qualquer ocasião.
Essa frase não ajuda o cliente a decidir.
Variações
Tamanho e cor precisam estar relacionados ao estoque real.
Quando o cliente seleciona tamanho G, a página deve mostrar apenas as cores disponíveis naquela variação.
Tabela de medidas
A tabela precisa explicar:
- como medir;
- unidade utilizada;
- medidas da peça ou do corpo;
- possíveis diferenças;
- tamanho usado pela modelo, quando aplicável.
Prazo e troca
O consumidor precisa compreender:
- valor do frete;
- prazo;
- política de troca;
- condições;
- canal de atendimento.
Uma página completa não elimina todas as dúvidas, mas reduz a incerteza.
Como lidar com tamanhos e devoluções?
Moda costuma possuir alta sensibilidade a trocas por tamanho, caimento e expectativa.
O lojista precisa acompanhar:
- tamanho mais devolvido;
- motivo;
- produto;
- fornecedor;
- modelagem;
- descrição;
- tabela;
- fotos.
Caso uma calça seja frequentemente devolvida porque veste menor, a página pode precisar de orientação mais clara.
Caso o tecido pareça diferente da fotografia, o problema pode estar na iluminação ou na edição.
Caso determinado fornecedor apresente variação de modelagem, isso precisa ser registrado.
A loja virtual não resolve a devolução automaticamente.
Ela ajuda a registrar o histórico e identificar padrões.
Como organizar uma coleção de inverno?
Criar uma categoria chamada “Inverno” pode facilitar a navegação, mas não basta reunir produtos aleatoriamente.
A coleção pode ser dividida por:
- feminino;
- masculino;
- infantil;
- tipo de peça;
- temperatura;
- ocasião;
- preço;
- tamanho;
- cor;
- material.
Uma loja pode criar seleções como:
- peças leves para meia estação;
- roupas para viagens a regiões frias;
- opções para trabalho;
- combinações para noite;
- produtos de até determinado valor;
- tamanhos especiais.
O objetivo é ajudar o consumidor a encontrar algo adequado.
A categoria não deve existir apenas para inserir uma palavra sazonal no menu.
O que fazer no fim de julho?
A atualização deste artigo acontece em 30 de julho.
A temporada comercial analisada pelo IEMI está se aproximando do último mês, mas o inverno oficial continua até setembro.
Quem já possui loja pode trabalhar três frentes.
Venda do estoque atual
Identifique produtos com procura, margem e disponibilidade.
Transição de coleção
Comece a preparar peças de meia estação e primavera.
Controle de saldo
Evite chegar ao fim da temporada com excesso de produtos difíceis de vender.
Não é necessário liquidar tudo imediatamente.
O lojista pode:
- criar combinações;
- oferecer kits;
- destacar peças versáteis;
- trabalhar regiões mais frias;
- ajustar investimento;
- negociar reposição.
A decisão precisa considerar margem e possibilidade de venda futura.
Ainda vale criar uma loja virtual agora?
Sim, mas não com a promessa de capturar automaticamente o pico do inverno.
Uma loja própria é uma estrutura de longo prazo.
Quem começa no fim de julho pode preparar o negócio para:
- transição de estação;
- Dia do Cliente;
- primavera;
- Black Friday;
- Natal;
- lançamentos futuros.
O processo precisa incluir:
- Planejamento.
- Organização do catálogo.
- Configuração.
- Pagamento.
- Frete.
- Políticas.
- Testes.
- Publicação.
- Acompanhamento.
O guia sobre como criar uma loja virtual do zero explica esses elementos com mais detalhes.
Não publique uma loja incompleta apenas para participar de uma sazonalidade.
Problemas no checkout, estoque ou frete podem prejudicar a confiança na marca.
Uma loja própria substitui marketplace?
Não necessariamente.
Uma marca pode utilizar:
Marketplace
Para aproveitar audiência, infraestrutura e opções logísticas.
Loja própria
Para organizar marca, conteúdo, relacionamento e campanhas.
Para descoberta e demonstração.
Para atendimento e suporte.
O consumidor pode conhecer a peça em um Reel, consultar o site e concluir a compra no marketplace porque prefere determinada entrega.
Também pode encontrar a marca no marketplace e depois pesquisar sua loja própria.
A estratégia precisa respeitar as regras de cada canal.
O artigo sobre o que o Prime Day Amazon 2026 ensina aos lojistas apresenta essa relação de maneira mais aprofundada.
Loja própria não significa venda sem taxas
Uma loja virtual também possui custos.
Entre eles:
- domínio;
- hospedagem;
- plataforma;
- desenvolvimento;
- manutenção;
- gateway;
- parcelamento;
- antifraude;
- logística;
- marketing;
- equipe;
- impostos.
A diferença está no nível de controle e na possibilidade de escolher fornecedores.
O lojista pode trocar:
- gateway;
- hospedagem;
- transportadora;
- ferramenta de e-mail;
- integrador;
- desenvolvedor.
Isso não torna a operação gratuita.
A comparação entre marketplace e loja própria precisa considerar o custo total por pedido.
Ter SEO configurado garante vendas?
Não.
SEO ajuda uma página a ser rastreada, compreendida e potencialmente encontrada.
O posicionamento depende de fatores como:
- concorrência;
- relevância;
- conteúdo;
- autoridade;
- experiência;
- desempenho;
- intenção da pesquisa.
Uma loja recém-publicada não aparece automaticamente nas primeiras posições para termos competitivos como:
- jaqueta feminina;
- vestido;
- tênis;
- moda inverno.
É possível trabalhar buscas mais específicas, como:
- jaqueta leve feminina plus size;
- cardigan de tricô para trabalho;
- casaco infantil impermeável;
- loja de moda feminina em Salvador.
Mesmo assim, não existe garantia de posição.
No calendário de vendas do segundo semestre de 2026, explico por que a estrutura precisa ser preparada antes das campanhas.
Quais métricas uma loja de moda deve acompanhar?
Não avalie o desempenho somente pelo faturamento.
Conversão
Qual proporção das visitas termina em pedido?
Ticket médio
Quanto cada pedido movimenta?
Itens por pedido
Quantas peças são compradas?
Margem
Quanto resta depois dos custos?
Abandono
Em qual etapa o cliente sai?
Tamanhos procurados
Quais variações recebem mais acessos?
Ruptura
Quantas vendas são perdidas por falta de estoque?
Trocas e devoluções
Quais produtos geram mais problemas?
Origem
O cliente veio de Instagram, Google, anúncio, e-mail ou acesso direto?
Recompra
Quantas pessoas voltam?
Um produto pode vender muito e continuar sendo ruim para a operação quando possui margem baixa e devolução alta.
Erros que lojistas de moda devem evitar
Comprar estoque apenas pela tendência
Uma peça popular nas redes pode não combinar com o público da loja.
Usar somente fotos de fornecedor
A marca fica igual a vários concorrentes e pode não representar corretamente o produto recebido.
Omitir medidas
O cliente escolhe apenas pela letra do tamanho e aumenta o risco de troca.
Oferecer desconto sem calcular margem
O faturamento cresce, mas o caixa não acompanha.
Concentrar tudo no Instagram
A empresa depende de publicações, mensagens e alcance.
Criar a loja e parar de divulgar
O site não recebe tráfego automaticamente.
Ignorar a transição de estação
O estoque de inverno permanece parado quando a comunicação já mudou para primavera.
Prometer entrega sem controle
Atrasos geram reclamações e cancelamentos.
Plano prático para uma loja de moda
1. Analise os dados próprios
Levante vendas, estoque, ticket, margem e devoluções.
2. Escolha o mix
Separe produtos de frio intenso, meia estação e transição.
3. Revise as páginas
Corrija fotos, descrições, tamanhos e estoque.
4. Teste o checkout
Faça uma compra no celular utilizando diferentes pagamentos.
5. Organize o frete
Confira prazos por região.
6. Integre os canais
Use redes sociais para apresentar e a loja para processar pedidos.
7. Planeje a próxima estação
Não espere setembro para organizar a primavera.
8. Acompanhe o resultado
Compare campanhas e produtos.
Perguntas frequentes sobre moda no inverno 2026
O mercado de moda realmente pode movimentar R$ 63,34 bilhões?
Sim. Essa é a projeção do IEMI para o varejo brasileiro de vestuário entre maio e agosto de 2026.
Os R$ 63,34 bilhões correspondem somente ao e-commerce?
Não. A projeção considera o varejo de vestuário em diferentes canais, incluindo operações físicas e digitais.
O crescimento de 35,2% representa todo o e-commerce de moda?
Não. O percentual foi observado em lojas da categoria de moda que utilizam a Nuvemshop.
O lojista sem loja virtual não consegue vender no inverno?
Consegue vender por loja física, marketplace, Instagram, WhatsApp e outros canais. A loja virtual ajuda a organizar e ampliar a capacidade da operação.
O inverno termina em agosto?
Não. O inverno de 2026 termina em 22 de setembro. Maio a agosto é o período comercial utilizado pelo estudo do IEMI.
Preciso aceitar cartão e Pix?
Oferecer alternativas pode atender perfis diferentes. A decisão precisa considerar demanda, taxas, parcelamento e margem.
Uma loja virtual garante que meus produtos aparecerão no Google?
Não. A loja pode ser preparada para SEO, mas não existe garantia de posição, tráfego ou vendas.
Ainda vale criar uma loja virtual no fim de julho?
Sim. A estrutura pode ser preparada para as próximas coleções, Black Friday, Natal e campanhas futuras, sem depender apenas do restante da temporada de inverno.
Conclusão
A projeção de R$ 63,34 bilhões para a moda no inverno 2026 mostra a dimensão do varejo brasileiro de vestuário.
Ela não é uma promessa de faturamento para cada lojista.
O resultado envolve diferentes:
- regiões;
- categorias;
- empresas;
- canais;
- perfis de consumidor.
Os dados digitais também precisam ser analisados no contexto correto.
O crescimento de 35,2% nos pedidos e o ticket médio de R$ 297 foram observados na base de lojas de moda da Nuvemshop.
Eles mostram que existe atividade relevante no comércio eletrônico, mas não provam que redes sociais, lojas físicas ou marketplaces deixaram de funcionar.
O caminho mais equilibrado é integrar os canais.
O Instagram pode despertar interesse.
O WhatsApp pode orientar.
O marketplace pode oferecer alcance.
A loja virtual pode organizar catálogo, pagamento, frete e pedidos.
Para o lojista de moda, a preparação precisa incluir:
- mix;
- estoque;
- tamanhos;
- fotos;
- descrições;
- pagamento;
- entrega;
- troca;
- acompanhamento.
O inverno passa.
A estrutura comercial continua e precisa estar pronta para a próxima coleção.
Sua loja ainda depende de mensagens para mostrar produtos e registrar cada pedido?
Posso montar ou refazer sua loja virtual para organizar catálogo, tamanhos, pagamentos, frete e atendimento em uma estrutura própria para sua marca.
Falar com Wesley pelo WhatsApp
Fontes consultadas
- IEMI: projeção para o varejo de moda no inverno 2026
- InfoMoney: efeito do inverno nas vendas de moda online
- E-Commerce Brasil: dados da Nuvemshop sobre moda online
- E-Commerce Brasil: meios de pagamento e sazonalidades analisados pela Appmax
- Nuvemshop: Radar do E-commerce D2C de abril de 2026
- Nuvemshop: Radar do E-commerce D2C de maio de 2026
- INMET: previsão e duração do inverno de 2026




