Estudo Semrush buscas de IA. A Semrush publicou em junho de 2026 um estudo baseado em mais de 126 milhões de prompts relacionados a quatro experiências de inteligência artificial: ChatGPT, Gemini, Google AI Mode e Google AI Overviews.
O relatório ajuda a entender como marcas aparecem nas respostas e quais páginas são apresentadas como fontes. Sua principal descoberta não é que exista uma técnica capaz de garantir uma citação.
O estudo mostra que ser mencionado e ser usado como fonte são situações diferentes.
Uma empresa pode aparecer na resposta enquanto a ferramenta cita uma avaliação, uma comunidade, uma matéria ou um comparador. Também pode ter seu conteúdo citado sem ser recomendada como solução.
Os dados são importantes, mas possuem limites. A pesquisa analisou consultas e resultados dos Estados Unidos, em setores específicos, e não representa automaticamente o comportamento de pequenos negócios brasileiros.
Atualizado em 3 de agosto de 2026.
Estudo Semrush buscas de IA. O que foi o AI Visibility Index 2026
O AI Visibility Index é um levantamento produzido pela Semrush para observar como marcas e fontes aparecem em experiências de pesquisa com inteligência artificial.
A primeira edição foi lançada em 2025 e utilizou aproximadamente 2.500 prompts.
Em 2026, a base foi ampliada para mais de 126 milhões de prompts dos Estados Unidos, analisados entre janeiro e abril.
A nova edição abrangeu 22 setores e quatro plataformas:
- ChatGPT;
- Gemini;
- Google AI Mode;
- Google AI Overviews.
A Semrush pertence à Adobe e oferece ferramentas comerciais de SEO, marketing e monitoramento de presença em inteligência artificial.
Isso precisa ser considerado na interpretação.
O estudo possui uma base ampla e informações relevantes, mas também faz parte da comunicação de uma empresa que vende produtos para medir e melhorar visibilidade.
Esse fato não invalida os resultados. Ele apenas reforça a necessidade de conferir metodologia, definições e limitações antes de transformar cada número em uma regra.
De onde vieram os 126 milhões de prompts
A metodologia informa que a base norte-americana foi formada por duas fontes principais:
- dados de navegação que mostram interações com ferramentas de IA;
- dados de palavras-chave associados aos AI Overviews do Google.
A Semrush organizou e deduplicou os registros, mantendo informações relacionadas à intenção e à semântica das consultas.
Portanto, o número de 126 milhões não significa necessariamente que pesquisadores abriram quatro plataformas e digitaram manualmente cada pergunta.
Trata-se de uma base construída a partir de sinais de pesquisa e navegação em grande escala.
O conjunto foi utilizado para identificar:
- marcas mais mencionadas;
- domínios mais citados;
- diferenças entre plataformas;
- concentração de visibilidade por setor;
- volume estimado de interesse por tema.
Essa metodologia permite observar padrões amplos.
Ela não revela todos os detalhes internos dos modelos nem permite prever qual fonte será selecionada em uma pergunta futura.
Por que o estudo se limita aos Estados Unidos
A pesquisa principal utiliza dados norte-americanos.
Isso afeta a aplicação no Brasil porque as respostas podem mudar conforme:
- idioma;
- localização;
- disponibilidade de fontes;
- comportamento de busca;
- popularidade das marcas;
- legislação;
- plataforma;
- versão do produto;
- assunto;
- momento da consulta.
Uma pergunta sobre hospedagem feita em inglês nos Estados Unidos pode gerar fontes diferentes da mesma pergunta feita em português no Brasil.
Uma consulta sobre um profissional local em Salvador depende de sinais diferentes dos utilizados para comparar grandes empresas de tecnologia.
Portanto, o estudo ajuda a identificar padrões, mas não permite declarar que toda ferramenta de IA utilizará as mesmas fontes em qualquer país.
Menção e citação não são a mesma coisa
Essa é a principal distinção do relatório.
O que é uma menção
Uma menção acontece quando o nome da empresa, produto, profissional ou marca aparece no texto da resposta.
Exemplo:
“Algumas empresas que oferecem esse serviço são Empresa A, Empresa B e Empresa C.”
As marcas foram mencionadas.
Isso não revela necessariamente onde a ferramenta encontrou as informações.
O que é uma citação
Uma citação acontece quando uma página ou domínio aparece como fonte da resposta.
A fonte pode ser:
- site oficial;
- matéria jornalística;
- avaliação;
- fórum;
- vídeo;
- diretório;
- documentação;
- pesquisa;
- comparador;
- site governamental;
- página acadêmica.
A empresa mencionada e o domínio citado podem ser diferentes.
Um exemplo prático
Imagine que alguém pergunte:
“Qual é uma boa plataforma para criar uma loja virtual?”
A resposta pode mencionar três plataformas.
Para justificar a comparação, a ferramenta pode citar:
- um site especializado;
- uma página de avaliações;
- uma discussão em comunidade;
- a documentação oficial de uma das empresas.
Nesse caso, uma marca pode ser recomendada sem ter seu próprio domínio citado.
Outra empresa pode ter uma documentação usada como fonte, mas não aparecer entre as recomendações finais.
Por que essa diferença importa
Menção e citação cumprem funções diferentes.
A menção pode contribuir para:
- reconhecimento;
- descoberta;
- comparação;
- consideração;
- lembrança da marca.
A citação pode contribuir para:
- validação da informação;
- exposição do domínio;
- possibilidade de clique;
- associação com um tema;
- descoberta de um conteúdo específico.
Nenhuma das duas garante resultado comercial.
Uma marca pode ser mencionada de maneira negativa.
Um site pode ser citado em uma informação secundária.
Uma página citada pode não receber cliques.
Uma visita pode não gerar contato.
Por isso, medir apenas a quantidade de menções produz uma visão incompleta.
O que a Semrush encontrou no Gemini
Segundo o relatório, a correspondência entre marcas mencionadas e domínios citados no Gemini pode ficar em apenas 30% em determinados recortes.
Isso significa que boa parte das marcas presentes no texto não possui seu próprio site entre as fontes exibidas naquela análise.
Não significa que:
- o Gemini nunca usa sites oficiais;
- todo setor possui exatamente 30%;
- a marca não tenha um bom site;
- a empresa tenha sido penalizada;
- fontes externas sejam sempre melhores;
- a mesma proporção ocorra no Brasil.
O percentual descreve uma parte da amostra estudada.
Ele não funciona como uma taxa individual para qualquer negócio.
Quantas fontes ChatGPT e Gemini citaram
A Semrush também encontrou diferenças na quantidade média de fontes.
Na amostra analisada:
- o ChatGPT citou uma média de 15 fontes por resposta;
- o Gemini citou uma média de três fontes por resposta.
O ChatGPT apresentou com frequência fontes como Reddit e Wikipedia.
O conjunto menor observado no Gemini incluiu Wikipedia, Reddit e YouTube.
Esses números não devem ser usados para concluir que uma plataforma é melhor.
Uma quantidade maior de links não garante:
- maior precisão;
- fontes mais confiáveis;
- mais cliques;
- melhor resposta;
- mais oportunidades para pequenas empresas.
Também não significa que todas as respostas possuirão exatamente 15 ou três fontes.
A média reúne resultados diferentes.
Cada plataforma precisa ser analisada separadamente
Um dos pontos relevantes do estudo é a diferença de comportamento entre plataformas.
Uma marca pode aparecer bastante em uma ferramenta e pouco em outra.
Isso ocorre porque os sistemas podem variar em aspectos como:
- fontes disponíveis;
- forma de recuperar informações;
- atualização;
- apresentação dos links;
- intenção interpretada;
- modelo utilizado;
- país;
- idioma;
- tipo de pergunta.
Não existe uma lista única de fontes que funciona da mesma forma em todas as ferramentas.
Por isso, um teste realizado apenas no ChatGPT não descreve toda a presença de uma empresa nas experiências de IA.
O mesmo vale para uma análise realizada somente no Gemini ou no Google AI Mode.
A resposta pode mudar mesmo quando a pergunta é igual
Ferramentas de inteligência artificial podem produzir respostas diferentes em momentos distintos.
A variação pode ocorrer por causa de:
- atualização do modelo;
- mudança nas fontes recuperadas;
- localização;
- conta;
- contexto da conversa;
- formulação da pergunta;
- disponibilidade de pesquisa na web;
- alteração recente nas páginas;
- aleatoriedade do processo de geração.
Uma marca citada hoje pode não aparecer amanhã.
Uma avaliação manual precisa observar várias consultas e períodos.
Não é adequado testar uma pergunta uma vez e concluir que a empresa possui presença consolidada.
O que significa o Mention-Source Divide
A Semrush utiliza a expressão Mention-Source Divide para descrever a separação entre:
- marcas que aparecem na resposta;
- domínios utilizados como fontes.
Na primeira edição do AI Visibility Index, publicada em 2025, apenas uma parte das marcas mais mencionadas também aparecia entre os principais domínios citados.
A correspondência variou entre 6% e 27%, dependendo do setor e da plataforma.
Esse dado veio de uma base menor, com aproximadamente 2.500 prompts, e não deve ser misturado diretamente com os 126 milhões do relatório posterior.
Ainda assim, o conceito continua útil.
Ele mostra que uma estratégia de presença precisa avaliar duas perguntas:
- Minha empresa aparece nas respostas relacionadas ao meu mercado?
- Meu site aparece entre as fontes utilizadas para explicar o assunto?
As respostas podem ser diferentes.
Por que uma marca pode ser mencionada sem o site ser citado
Uma ferramenta pode encontrar informações sobre uma empresa em páginas externas.
Exemplos:
- avaliações de clientes;
- matérias;
- listas;
- comparadores;
- diretórios;
- comunidades;
- redes sociais;
- vídeos;
- marketplaces;
- parceiros.
Quando a pergunta pede opiniões, comparações ou experiências, essas fontes podem oferecer perspectivas que não aparecem no site da própria empresa.
Um fabricante pode descrever o produto de uma forma.
Clientes e especialistas podem discutir:
- facilidade de uso;
- problemas;
- durabilidade;
- atendimento;
- limitações;
- preço;
- comparação com concorrentes.
A ferramenta pode utilizar essas informações para compor a resposta.
Por que um site pode ser citado sem a marca ser recomendada
O inverso também acontece.
Uma empresa pode publicar um guia útil e ser usada como fonte para explicar um conceito.
Isso não significa que será recomendada como fornecedora.
Exemplo:
Uma empresa de software publica uma pesquisa sobre atendimento ao cliente.
A ferramenta pode citar a pesquisa ao responder sobre o comportamento dos consumidores, mas recomendar outras plataformas quando o usuário pedir opções de software.
Nesse caso:
- o conteúdo ganhou uma citação;
- o domínio apareceu;
- a marca não entrou na lista de recomendações.
Ser uma boa fonte e ser considerado uma opção comercial são objetivos relacionados, mas diferentes.
Isso significa que o site próprio perdeu importância?
Não.
O estudo mostra que o site não é a única fonte capaz de influenciar uma resposta.
Isso não torna o domínio próprio dispensável.
O site continua sendo o local em que a empresa pode organizar informações oficiais como:
- serviços;
- produtos;
- preços, quando aplicável;
- localização;
- contato;
- equipe;
- experiência;
- políticas;
- condições;
- documentos;
- conteúdos;
- atualizações;
- formulários.
Fontes externas podem confirmar, questionar ou complementar essas informações.
Sem uma fonte oficial clara, outras páginas podem acabar explicando a empresa de forma incompleta ou desatualizada.
O site não precisa ser a fonte principal de todas as respostas
Uma empresa não deve esperar que seu domínio seja citado em qualquer pergunta relacionada ao setor.
Considere uma loja de roupas.
Perguntas diferentes podem levar a fontes diferentes:
“Qual é o horário da loja?”
O site oficial ou o Perfil da Empresa no Google pode ser uma fonte adequada.
“Essa loja entrega no prazo?”
Avaliações de clientes podem ser mais úteis.
“Qual tecido é mais indicado para o verão?”
Um conteúdo especializado pode ser utilizado.
“Quais lojas vendem roupas femininas em Salvador?”
Mapas, diretórios, avaliações e páginas locais podem participar da resposta.
A melhor fonte depende da pergunta.
O objetivo não deve ser controlar todas as citações.
Deve ser publicar informações corretas e facilitar a verificação da empresa.
Presença externa pode reforçar a compreensão da marca
O relatório da Semrush encontrou participação relevante de fontes externas na formação das respostas.
Isso inclui:
- avaliações;
- comunidades;
- matérias independentes;
- vídeos;
- comparadores;
- varejistas;
- referências especializadas.
Quando informações coerentes aparecem em diferentes fontes, uma ferramenta pode ter mais elementos para compreender:
- o que a empresa faz;
- quais produtos oferece;
- em qual mercado atua;
- onde atende;
- como é percebida;
- quais temas domina.
Esse reforço não precisa ser calculado como uma quantidade ideal de menções.
Uma avaliação verdadeira e detalhada pode ser mais útil do que dezenas de citações genéricas.
Menções fabricadas podem prejudicar a estratégia
A descoberta de que fontes externas aparecem nas respostas pode levar empresas a tentar produzir menções artificiais.
Exemplos inadequados incluem:
- criar avaliações falsas;
- publicar elogios usando perfis próprios;
- comprar comentários;
- criar sites apenas para citar a empresa;
- copiar o mesmo texto em vários domínios;
- entrar em comunidades somente para publicar links;
- criar matérias que fingem independência;
- pagar por rankings sem transparência.
Essas práticas podem prejudicar:
- credibilidade;
- reputação;
- relacionamento com clientes;
- conformidade com plataformas;
- qualidade dos resultados;
- presença na Pesquisa Google.
A estratégia externa deve nascer de atividades verdadeiras:
- clientes atendidos;
- parcerias;
- projetos;
- entrevistas;
- pesquisas;
- participação profissional;
- materiais úteis;
- eventos;
- relacionamentos comerciais.
O que pequenos negócios podem aplicar
O estudo não mediu diretamente pequenos negócios brasileiros, mas permite levantar algumas ações práticas.
Mantenha informações consistentes
Confira se o nome, telefone, endereço, domínio e descrição estão coerentes em:
- site;
- Perfil da Empresa no Google;
- Instagram;
- Facebook;
- LinkedIn;
- WhatsApp;
- diretórios;
- marketplaces;
- associações;
- páginas de parceiros.
Uma diferença pode ter explicação legítima.
A razão social, por exemplo, pode ser diferente do nome comercial.
O importante é deixar essa relação compreensível.
Preencha o Perfil da Empresa no Google
Para negócios locais, o Perfil da Empresa pode apresentar:
- categoria;
- telefone;
- site;
- horário;
- endereço;
- área de atendimento;
- fotos;
- avaliações;
- serviços;
- produtos.
O próprio Google recomenda manter informações locais e comerciais atualizadas para aumentar a possibilidade de exibição de dados corretos na Pesquisa e em suas experiências generativas.
O cadastro não garante que o negócio aparecerá em uma resposta de IA.
Ele oferece ao Google uma fonte oficial e administrável sobre a empresa.
Trabalhe avaliações reais
Avaliações podem ajudar outras pessoas a compreender a experiência dos clientes.
A empresa pode solicitar uma avaliação depois de:
- concluir o serviço;
- entregar o produto;
- resolver um atendimento;
- encerrar um projeto.
Não determine o conteúdo da avaliação.
Também não ofereça vantagens condicionadas a uma nota positiva.
Responda com educação, inclusive quando houver crítica.
Uma resposta pode:
- reconhecer o problema;
- explicar o procedimento;
- informar como buscar ajuda;
- corrigir uma informação;
- demonstrar que houve acompanhamento.
Participe de fontes relacionadas ao setor
Uma empresa pode aparecer em fontes externas por meio de:
- associação comercial;
- sindicato;
- conselho profissional;
- evento;
- parceria;
- projeto;
- entrevista;
- estudo de caso;
- diretório setorial;
- publicação especializada.
A presença precisa ter relação com a atividade.
Um web designer pode ser citado em:
- projeto entregue;
- entrevista sobre sites;
- conteúdo de parceiro;
- estudo sobre desempenho;
- evento de empreendedorismo;
- diretório profissional.
O objetivo não é estar em qualquer página.
É aparecer em contextos que ajudem alguém a compreender a atuação da empresa.
Produza conteúdo próprio verificável
O fato de fontes externas serem importantes não diminui o valor do conteúdo próprio.
O site pode publicar:
- processos;
- estudos de caso;
- análises;
- comparações;
- dúvidas de clientes;
- decisões de projeto;
- resultados com limitações;
- atualizações do setor;
- explicações técnicas.
Conteúdo próprio pode ser citado diretamente.
Também pode servir de referência para matérias, parceiros, clientes e outros sites.
Um estudo de caso detalhado oferece mais valor do que um texto genérico que repete recomendações encontradas em dezenas de páginas.
No estudo de caso sobre como estruturei este site para a Pesquisa Google e recursos de IA, apresento decisões aplicadas em uma estrutura real.
Schema Markup ajuda a ser citado?
Não existe garantia.
Dados estruturados ajudam mecanismos de busca a reconhecer elementos de uma página.
Eles podem descrever informações como:
- artigo;
- produto;
- organização;
- autor;
- evento;
- receita;
- vídeo;
- breadcrumb.
O Google usa determinados tipos para gerar resultados enriquecidos quando a página atende aos requisitos.
Para os recursos generativos da Pesquisa Google, dados estruturados não são obrigatórios e não existe um schema especial para IA.
Isso significa que o site não deve adicionar marcações aleatórias esperando conseguir uma citação.
A marcação precisa:
- corresponder ao conteúdo visível;
- utilizar o tipo adequado;
- apresentar dados corretos;
- seguir a documentação;
- evitar duplicidade;
- ser mantida atualizada.
O guia sobre Schema Markup para quem não sabe programar explica como utilizar esse recurso sem tratá-lo como garantia de posicionamento.
FAQ aumenta a possibilidade de citação?
Não existe comprovação de que uma seção de FAQ faça uma ferramenta citar automaticamente uma página.
Perguntas frequentes continuam úteis quando respondem dúvidas reais.
Um FAQ pode ajudar a explicar:
- funcionamento;
- preço;
- prazo;
- limitações;
- atendimento;
- processo;
- documentação;
- entrega;
- troca.
O valor está na resposta oferecida ao visitante.
A marcação FAQPage deixou de gerar o antigo resultado enriquecido no Google em 2026.
Também não existe confirmação de que ela ofereça prioridade nos AI Overviews, no AI Mode, no ChatGPT ou no Gemini.
A decisão de incluir perguntas deve ser editorial.
É necessário criar um arquivo llms.txt?
Não para a Pesquisa Google.
A documentação oficial informa que o Google não utiliza llms.txt para determinar classificação ou presença em seus recursos generativos.
Outros serviços podem decidir adotar arquivos semelhantes, mas isso precisa ser verificado na documentação específica.
Não se deve apresentar llms.txt como:
- requisito;
- fator de classificação;
- obrigação;
- garantia de leitura;
- solução para citações.
A prioridade continua sendo manter o conteúdo público, acessível, rastreável e útil.
É necessário escrever em Markdown?
Não.
O Google consegue processar páginas HTML e vários tipos de arquivos.
Não existe exigência de transformar todo o conteúdo do site em Markdown para aparecer em respostas generativas.
O uso de títulos, parágrafos, listas e tabelas pode facilitar a leitura das pessoas.
Essa organização é recomendada pela experiência do usuário, não por uma regra de que ferramentas de IA somente entendem blocos pequenos.
O site precisa estar tecnicamente acessível
Embora schema não seja obrigatório para IA, a estrutura técnica continua importante.
Uma página precisa estar disponível para ser descoberta e processada.
Verifique:
- indexação;
- resposta do servidor;
- bloqueios;
- URL canônica;
- conteúdo visível;
- navegação;
- versão móvel;
- velocidade;
- links internos;
- sitemap;
- segurança;
- JavaScript;
- duplicidade.
Para aparecer nos recursos generativos do Google, a página precisa estar indexada e ser elegível para aparecer na Pesquisa com um snippet.
Mesmo atendendo aos requisitos, não existe garantia de exibição.
Conteúdo original continua sendo necessário
O Google recomenda conteúdo útil, confiável e criado para pessoas.
Isso inclui materiais que apresentam:
- experiência própria;
- pesquisa;
- análise;
- exemplos;
- imagens originais;
- processos;
- testes;
- limitações;
- fontes;
- autoria.
Uma página que apenas resume o estudo da Semrush sem explicar seus limites acrescenta pouco.
Por isso, este artigo não deve apenas repetir os 126 milhões.
Ele precisa ensinar:
- como os dados foram coletados;
- o que foi medido;
- o que as porcentagens significam;
- o que não pode ser concluído;
- como um pequeno negócio pode aplicar o aprendizado.
Menção ou citação não significa venda
Uma empresa pode aparecer frequentemente e não gerar receita.
O caminho até um resultado comercial pode envolver:
- a pessoa faz uma pergunta;
- a ferramenta menciona uma empresa;
- o usuário decide conferir a fonte;
- acessa o site;
- entende a oferta;
- entra em contato;
- recebe atendimento;
- contrata ou compra.
A interrupção pode ocorrer em qualquer etapa.
Uma página citada pode ter:
- oferta inadequada;
- contato difícil;
- carregamento lento;
- informação desatualizada;
- ausência de prova;
- atendimento ruim;
- preço incompatível;
- formulário quebrado.
Visibilidade precisa ser acompanhada pela estrutura de conversão e atendimento.
Como medir a presença da empresa manualmente
Uma pequena empresa pode começar sem contratar uma ferramenta.
Escolha perguntas relevantes
Selecione consultas que clientes realmente fariam.
Para um web designer:
- Quem cria sites profissionais em Salvador?
- Quanto custa criar um site para profissional liberal?
- Como escolher um web designer?
- Qual é a diferença entre site institucional e landing page?
- Quem pode criar uma loja virtual para pequeno negócio?
Para uma loja:
- Onde comprar determinado produto?
- Quais lojas entregam na minha cidade?
- Qual empresa possui boas avaliações?
- Qual produto é mais adequado para determinada necessidade?
Teste em mais de uma plataforma
Observe respostas em:
- ChatGPT;
- Gemini;
- Google AI Mode;
- Google AI Overviews, quando aparecerem;
- outras ferramentas utilizadas pelo público.
Registre a data
As respostas podem mudar.
Anote:
- data;
- pergunta;
- plataforma;
- marcas mencionadas;
- fontes citadas;
- posição da menção;
- descrição utilizada;
- possíveis erros.
Não teste apenas o nome da empresa
Perguntar diretamente por uma marca verifica se a ferramenta possui alguma informação sobre ela.
Isso não mostra se a empresa aparece durante uma descoberta sem marca.
Teste também:
- serviço;
- problema;
- localização;
- categoria;
- comparação;
- necessidade.
Repita depois de um período
Uma única resposta não representa estabilidade.
Repita o teste depois de algumas semanas, mantendo as perguntas principais.
Não altere toda a estratégia por causa de uma oscilação isolada.
Como medir pelo Search Console
O Google começou a liberar um relatório específico de performance em IA generativa.
Quando disponível, ele pode mostrar:
- impressões em AI Overviews;
- impressões no AI Mode;
- páginas;
- países;
- datas;
- dispositivos.
Nem todos os sites receberam acesso.
A ausência do relatório não significa que a propriedade esteja configurada incorretamente.
Ela pode ocorrer porque:
- o recurso ainda não foi liberado;
- o site não acumulou impressões suficientes;
- a página não está qualificada;
- não houve presença registrada.
O relatório mede produtos do Google.
Ele não mostra citações no ChatGPT, Gemini fora da Pesquisa ou outras plataformas independentes.
Ferramentas de terceiros possuem limitações
Ferramentas de monitoramento podem acompanhar grandes quantidades de prompts.
Elas ajudam a:
- comparar concorrentes;
- localizar fontes;
- verificar menções;
- observar tendências;
- registrar mudanças.
Porém, elas não possuem acesso completo aos sistemas internos das plataformas.
Os resultados dependem de:
- prompts selecionados;
- país;
- idioma;
- momento;
- conta;
- modelo;
- metodologia;
- frequência de atualização.
Uma pontuação de visibilidade criada por uma ferramenta não deve ser tratada como indicador oficial do Google, OpenAI ou qualquer outro fornecedor.
Plano prático para um pequeno negócio
Etapa 1: organize as informações oficiais
Revise:
- nome comercial;
- razão social, quando aplicável;
- domínio;
- telefone;
- e-mail;
- endereço;
- área de atendimento;
- descrição;
- serviços;
- horários.
As informações principais devem ser consistentes.
Etapa 2: revise o site
Confirme se o site possui:
- página inicial clara;
- páginas de serviços;
- contato;
- informações da empresa;
- políticas;
- autoria;
- conteúdo útil;
- links internos;
- navegação móvel;
- indexação.
Etapa 3: atualize o Perfil da Empresa no Google
Verifique:
- categoria;
- descrição;
- fotos;
- horário;
- endereço;
- serviços;
- telefone;
- site;
- avaliações.
Etapa 4: identifique fontes externas legítimas
Liste:
- parceiros;
- associações;
- diretórios;
- clientes;
- eventos;
- veículos locais;
- comunidades profissionais;
- marketplaces;
- plataformas de avaliação.
Não é necessário estar em todas.
Selecione as que possuem relação com o público.
Etapa 5: produza material próprio
Publique conteúdos que outras pessoas possam utilizar como referência.
Exemplos:
- estudo de caso;
- pesquisa;
- checklist;
- comparação;
- análise;
- processo;
- explicação local;
- dados do próprio negócio.
Etapa 6: acompanhe perguntas reais
Use dúvidas recebidas por:
- WhatsApp;
- formulários;
- e-mail;
- reuniões;
- comentários;
- atendimento.
Essas perguntas ajudam a criar páginas que atendem ao público existente.
Etapa 7: monitore sem prometer resultado
Registre menções, citações, acessos e contatos.
Não existe prazo universal para uma alteração de conteúdo aparecer em ferramentas de IA.
Também não existe garantia de que uma fonte será selecionada.
Exemplo para um profissional liberal
Imagine uma arquiteta que atende em Salvador.
A presença digital pode incluir:
- site profissional;
- Perfil da Empresa no Google;
- Instagram;
- portfólio;
- avaliações;
- diretório profissional;
- matérias sobre projetos;
- páginas de parceiros;
- participação em eventos;
- artigos assinados.
O site pode explicar:
- serviços;
- processo;
- tipos de projeto;
- localização;
- atendimento;
- portfólio;
- contato.
As avaliações podem mostrar experiências de clientes.
Matérias e parcerias podem confirmar projetos e atuação.
Nenhum desses elementos garante uma recomendação por IA.
Juntos, eles oferecem mais informações públicas e verificáveis sobre a profissional.
O guia de SEO local para profissionais liberais mostra como organizar essa presença para pesquisas geográficas.
Exemplo para uma loja virtual
Uma loja pode possuir informações distribuídas entre:
- domínio próprio;
- Google;
- Instagram;
- marketplace;
- avaliações;
- YouTube;
- páginas de produtos;
- comparadores;
- parceiros.
O site deve manter informações atualizadas sobre:
- produtos;
- preço;
- estoque;
- frete;
- troca;
- devolução;
- atendimento;
- empresa.
O marketplace pode oferecer reputação e histórico de pedidos.
Avaliações podem mostrar experiências de compradores.
Vídeos podem demonstrar o produto.
A empresa não controla tudo que é publicado por terceiros.
Ela controla a qualidade das próprias informações e pode responder a dados incorretos quando existir um canal adequado.
Perguntas frequentes
A Semrush realmente analisou 126 milhões de prompts?
Sim. A metodologia informa uma base com mais de 126 milhões de prompts dos Estados Unidos, cobrindo ChatGPT, Gemini, Google AI Mode e Google AI Overviews.
Os prompts eram todos de usuários reais?
A Semrush descreve a base como formada por consultas reais, organizadas a partir de dados de navegação e palavras-chave relacionadas aos AI Overviews. Isso não significa que pesquisadores tenham digitado manualmente cada prompt.
O estudo analisou o Brasil?
Não. O principal conjunto divulgado corresponde aos Estados Unidos. A aplicação ao Brasil precisa considerar idioma, localização, fontes e comportamento do público.
Qual é a diferença entre menção e citação?
Menção é quando a marca aparece no texto da resposta. Citação é quando um domínio ou página aparece como fonte.
Meu site precisa ser citado para minha empresa ser mencionada?
Não. A ferramenta pode mencionar a empresa utilizando informações encontradas em outras fontes.
Meu site pode ser citado sem minha empresa ser recomendada?
Sim. Uma página pode ser utilizada como fonte para explicar um tema, enquanto a resposta recomenda outras empresas ou produtos.
Schema Markup garante citação?
Não. Dados estruturados podem ajudar mecanismos de busca a compreender informações, mas não garantem citação nem são obrigatórios para os recursos generativos do Google.
FAQ ajuda a aparecer em respostas de IA?
Um FAQ útil pode melhorar a experiência do leitor, mas não existe garantia de que o formato ou o schema fará a página ser citada.
Preciso aparecer em muitos sites?
Não existe uma quantidade ideal. Priorize fontes verdadeiras, relevantes e relacionadas ao público e ao setor.
Avaliações ajudam?
Elas podem fornecer informações sobre experiências de clientes e contribuir para a reputação. Não garantem aparição, e avaliações falsas não devem ser utilizadas.
O site próprio continua importante?
Sim. Ele funciona como fonte oficial, estrutura comercial, canal de contato e espaço para conteúdo próprio. Fontes externas cumprem funções complementares.
Como saber se uma menção trouxe clientes?
A empresa precisa relacionar menções e citações com acessos, buscas pela marca, formulários, contatos e vendas. A presença sozinha não comprova retorno.
Conclusão
O estudo da Semrush mostra que ferramentas de inteligência artificial não tratam menções de marcas e citações de sites como o mesmo indicador.
Uma empresa pode aparecer na resposta enquanto outra fonte sustenta a informação. Também pode publicar um conteúdo usado como referência sem entrar na recomendação final.
O levantamento oferece uma visão ampla, mas analisa prompts dos Estados Unidos e não representa automaticamente pequenos negócios brasileiros.
Ele também não comprova que schema, FAQ, uma quantidade específica de menções ou presença em várias plataformas garantam citações.
Para um negócio pequeno, a aplicação mais responsável é combinar:
- informações oficiais consistentes;
- site acessível e atualizado;
- conteúdo próprio verificável;
- Perfil da Empresa no Google;
- avaliações reais;
- presença externa relacionada à atividade;
- acompanhamento de menções, fontes, acessos e contatos.
O objetivo não é tentar controlar todas as respostas produzidas por ferramentas de IA.
É facilitar que pessoas e sistemas encontrem informações corretas sobre a empresa e consigam verificar o que ela faz.
Sua empresa possui informações espalhadas, conteúdo desatualizado ou um site que não explica claramente seus serviços?
Posso analisar ou refazer sua estrutura digital, organizando páginas, conteúdo, autoria, dados da empresa, formulários e pontos de contato em um domínio próprio.
Falar com Wesley pelo WhatsApp
Fontes consultadas
Semrush: AI Visibility Index 2026 com 126 milhões de prompts
Semrush: metodologia do AI Visibility Index
Semrush: resultados da primeira edição do AI Visibility Index
Google: otimização para recursos de IA generativa
Google: conteúdo útil, confiável e criado para pessoas
Google: introdução aos dados estruturados
Google Search Console: relatório de performance da IA generativa
Stacker: estudo ampliado sobre distribuição e citações em IA
Como o artigo ainda está em rascunho, publique já com o novo título e o slug curto. Remova os afiliados antes da publicação e mantenha somente o CTA incluído no texto.



