Google Ads CPC mais caro. Um levantamento europeu da Channable identificou um aumento de 15% no custo por clique de campanhas de comércio eletrônico do Google Ads entre junho de 2025 e junho de 2026.
No mesmo período, o retorno sobre o investimento em anúncios caiu 43% no Standard Shopping e 46% no Performance Max.
Os números chamam atenção, mas não significam que todo clique do Google Ads ficou 15% mais caro ou que todas as empresas passaram a receber 40% menos retorno.
O estudo analisou anunciantes de e-commerce da União Europeia e do Espaço Econômico Europeu. Os percentuais destacados estão ligados principalmente a Shopping e Performance Max, e não podem ser aplicados automaticamente ao Brasil, à Rede de Pesquisa ou a campanhas de geração de leads.
Atualizado em 3 de agosto de 2026.
Google Ads CPC mais caro. O que foi o estudo da Channable
A Channable é uma plataforma de gestão de feeds, anúncios e integrações para comércio eletrônico.
Seu benchmark de Google Ads utiliza dados agregados e anônimos de mais de 10 mil contas de anunciantes europeus.
A análise divulgada em julho de 2026 considerou:
- mais de 10 mil anunciantes;
- € 1,38 bilhão em investimento publicitário verificado;
- campanhas de comércio eletrônico;
- União Europeia e Espaço Econômico Europeu;
- Shopping;
- Performance Max;
- comparação entre junho de 2025 e junho de 2026.
A plataforma também possui dados de campanhas de pesquisa em seu painel atual. Porém, o aumento de 15% e as quedas de ROAS destacadas no anúncio foram relacionados ao recorte de Shopping e Performance Max.
A Channable informa que utiliza a mediana em seus benchmarks porque resultados publicitários podem ser distorcidos por um pequeno número de anunciantes muito grandes.
Isso significa que o relatório não funciona como uma média simples de todo o mercado.
Quais foram os principais resultados
Na comparação anual, o estudo apontou:
- aumento de 15% no CPC;
- acréscimo de aproximadamente € 0,06 por clique;
- queda de 43% no ROAS do Standard Shopping;
- queda de 46% no ROAS do Performance Max;
- redução de 0,11 ponto percentual na taxa de conversão do Performance Max.
O levantamento também identificou maior pressão durante o fim do ano.
No quarto trimestre de 2025:
- o CPC ficou 9,1% acima do primeiro trimestre;
- o investimento publicitário total ficou 47,9% maior.
Esse comportamento coincidiu com períodos comerciais como Black Friday, Cyber Week e Natal.
Os dados mostram aumento de competição e perda de eficiência no conjunto analisado.
Eles não informam quantos anunciantes tiveram crescimento, estabilidade ou queda individualmente.
O que é CPC
CPC significa custo por clique.
A métrica informa quanto o anunciante pagou, em média, por cada clique recebido.
A conta básica é:
CPC = valor gasto dividido pela quantidade de cliques
Exemplo:
Uma campanha gastou R$ 1.000 e recebeu 500 cliques.
O CPC médio foi de R$ 2.
O custo real de cada clique pode variar conforme:
- pesquisa;
- produto;
- horário;
- dispositivo;
- local;
- concorrência;
- lance;
- estratégia;
- público;
- contexto do leilão.
A média apresentada na campanha resume esses valores.
Um aumento de 15% não reduz os cliques em exatamente 15%
Considere um CPC inicial de R$ 1.
Com orçamento de R$ 1.000, seria possível receber aproximadamente mil cliques.
Se o CPC subir 15%, ele passa para R$ 1,15.
Com o mesmo orçamento de R$ 1.000, a campanha receberia aproximadamente 870 cliques.
A redução seria próxima de 13%, não de 15%.
Isso acontece porque o percentual é aplicado ao custo, não diretamente à quantidade de visitas.
O efeito real ainda depende de:
- orçamento disponível;
- volume de pesquisas;
- limites da campanha;
- lances;
- alterações na conversão;
- qualidade do tráfego.
O que é ROAS
ROAS significa Return on Ad Spend, ou retorno sobre o investimento em anúncios.
Ele compara o valor atribuído às conversões com o gasto publicitário.
A conta básica é:
ROAS = valor das conversões dividido pelo custo dos anúncios
Exemplo:
Valor de vendas atribuído aos anúncios: R$ 10.000.
Custo dos anúncios: R$ 2.000.
ROAS:
R$ 10.000 dividido por R$ 2.000 = 5.
Esse resultado também pode ser apresentado como 500%.
Significa que, para cada R$ 1 investido em mídia, o sistema atribuiu R$ 5 em valor de conversão.
Não significa que a empresa lucrou R$ 5.
ROAS não é lucro
Imagine a mesma operação com R$ 10 mil em vendas e R$ 2 mil em anúncios.
Ainda precisam ser descontados:
- custo dos produtos;
- impostos;
- gateway;
- embalagem;
- comissão;
- frete;
- devoluções;
- equipe;
- atendimento;
- plataforma;
- despesas operacionais.
Caso os produtos tenham margem de contribuição de 30%, os R$ 10 mil em vendas gerariam R$ 3 mil antes das despesas fixas.
Depois dos R$ 2 mil de anúncios, sobrariam R$ 1 mil antes das outras despesas.
A campanha possui ROAS de 500%, mas o resultado final é muito menor.
Por isso, uma empresa não deve escolher um ROAS desejado apenas observando concorrentes ou recomendações genéricas.
A meta precisa considerar:
- margem;
- custos variáveis;
- despesas;
- recorrência;
- ticket;
- valor do cliente;
- capacidade de entrega.
O que significa uma queda de 43% ou 46%
Considere uma campanha que apresentava ROAS 5.
Uma queda de 43% levaria o indicador para aproximadamente 2,85.
Uma queda de 46% levaria o indicador para aproximadamente 2,70.
Esse é apenas um exemplo matemático.
O estudo não informou que todas as campanhas começaram com ROAS 5 nem que qualquer conta brasileira passou pelos mesmos valores.
A queda percentual descreve o conjunto observado no benchmark.
Por que o ROAS pode cair
O ROAS pode cair quando o custo aumenta, o valor atribuído diminui ou os dois acontecem ao mesmo tempo.
Entre as possibilidades estão:
- CPC maior;
- taxa de conversão menor;
- ticket médio menor;
- descontos maiores;
- produtos diferentes recebendo o orçamento;
- estoque;
- preço;
- frete;
- concorrência;
- alterações na medição;
- sazonalidade;
- devoluções;
- mudança no público;
- qualidade dos dados;
- campanha atingindo pesquisas menos próximas da compra.
Antes de alterar a campanha, é necessário identificar qual parte da conta mudou.
A taxa de conversão do Performance Max também caiu
O estudo registrou redução de 0,11 ponto percentual na taxa de conversão das campanhas Performance Max analisadas.
Uma mudança aparentemente pequena pode produzir um impacto relevante quando existe grande volume.
Exemplo:
Uma campanha com 100 mil interações e taxa de conversão de 2% produziria aproximadamente 2 mil conversões.
Uma queda para 1,89% reduziria o total para aproximadamente 1.890 conversões, mantendo todas as outras condições.
Essa diferença não explica sozinha a queda de 46% do ROAS.
Ela mostra que o aumento do CPC ocorreu ao mesmo tempo que uma redução na capacidade de transformar tráfego em conversões.
O estudo não comprova uma causa única
O levantamento não permite concluir que a queda aconteceu somente por causa de:
- inteligência artificial;
- AI Overviews;
- mudanças no algoritmo;
- aumento de anunciantes;
- Performance Max;
- páginas ruins;
- inflação;
- Black Friday;
- alterações do consumidor.
Esses fatores podem interferir em campanhas, mas precisam ser verificados.
O próprio material da Channable destaca pontos como:
- competição;
- feed de produtos;
- estrutura do orçamento;
- qualidade dos dados;
- preço;
- frete;
- seleção de produtos;
- conversão no site.
Um benchmark identifica um padrão.
Ele não substitui uma auditoria da conta.
O estudo representa o Brasil?
Não.
Os dados foram coletados entre anunciantes de e-commerce na União Europeia e no Espaço Econômico Europeu.
O mercado brasileiro possui diferenças em:
- moeda;
- renda;
- meios de pagamento;
- parcelamento;
- Pix;
- logística;
- impostos;
- concorrência;
- sazonalidade;
- ticket;
- comportamento;
- categorias;
- configuração das campanhas.
O relatório pode servir como referência sobre pressão de custos no comércio eletrônico europeu.
Ele não comprova que o CPC brasileiro também subiu 15%.
Para saber o que ocorreu no Brasil, seria necessário um estudo com contas brasileiras, período definido e metodologia publicada.
O estudo representa campanhas de serviços?
Não diretamente.
O levantamento está concentrado em comércio eletrônico.
Uma loja virtual registra normalmente:
- produto;
- pedido;
- valor;
- pagamento;
- receita.
Um advogado, contador, arquiteto ou consultor pode registrar:
- formulário;
- ligação;
- mensagem;
- agendamento;
- proposta.
Nem todo lead gera uma venda imediata.
Para um negócio de serviços, as métricas podem incluir:
- custo por lead;
- custo por lead qualificado;
- custo por agendamento;
- custo por comparecimento;
- custo por proposta;
- custo por contrato;
- receita por cliente;
- custo de aquisição.
O ROAS só será confiável quando o valor das vendas ou conversões offline estiver ligado corretamente à campanha.
Outro estudo encontrou um cenário diferente
A WordStream analisou 13.474 campanhas de pesquisa dos Estados Unidos entre abril de 2025 e março de 2026.
O levantamento encontrou:
- indicadores gerais relativamente estáveis;
- crescimento da taxa de conversão na maioria dos setores;
- redução do custo por lead médio;
- diferenças importantes entre as categorias.
Esse resultado não invalida o estudo da Channable.
Os conjuntos são diferentes:
- Europa e Estados Unidos;
- e-commerce e diferentes setores;
- Shopping, Performance Max e Search;
- períodos distintos;
- metodologias diferentes.
A comparação demonstra por que não se deve dizer que “o Google Ads inteiro” ficou menos eficiente.
Shopping, Performance Max e Search são diferentes
Standard Shopping
Utiliza os dados dos produtos enviados pelo Merchant Center.
O anúncio pode apresentar:
- imagem;
- nome;
- preço;
- loja;
- informações comerciais.
A campanha possui controles próprios de lances e organização.
Performance Max
Distribui anúncios em diferentes inventários do Google, como:
- Pesquisa;
- Shopping;
- YouTube;
- Display;
- Discover;
- Gmail;
- Maps.
O sistema utiliza automação para buscar conversões ou valor de conversão conforme os objetivos configurados.
A campanha pode utilizar:
- feed;
- textos;
- imagens;
- vídeos;
- sinais de público;
- páginas;
- histórico de conversão.
Rede de Pesquisa
Exibe anúncios relacionados a pesquisas e palavras-chave ou outros critérios disponíveis na campanha.
Ela possui controles e relatórios diferentes.
Uma recomendação adequada para Search pode não ser a principal solução para Performance Max.
O feed de produtos possui papel central
Em campanhas de varejo, o feed informa ao Google quais produtos a empresa vende.
Ele pode conter:
- título;
- descrição;
- preço;
- disponibilidade;
- imagem;
- marca;
- GTIN;
- categoria;
- condição;
- link;
- frete;
- promoção.
Um feed incompleto ou desatualizado pode produzir problemas como:
- produto exibido para pesquisa pouco adequada;
- preço diferente da página;
- item sem estoque;
- título genérico;
- imagem ruim;
- dificuldade para diferenciar variações;
- reprovação;
- tráfego sem compatibilidade.
O estudo da Channable dá destaque à qualidade dos dados porque Shopping e Performance Max dependem fortemente dessas informações.
Como revisar os títulos dos produtos
O título precisa ajudar a identificar o item.
Dependendo da categoria, pode incluir:
- tipo;
- marca;
- modelo;
- material;
- cor;
- tamanho;
- quantidade;
- característica importante.
Exemplo genérico:
Título fraco:
“Camiseta linda promoção”
Título mais informativo:
“Camiseta feminina de algodão, modelo básico, preta, tamanho M”
Não coloque informações falsas nem repita palavras artificialmente.
O título precisa corresponder ao produto da página.
Preço e disponibilidade precisam estar sincronizados
O preço enviado ao Google deve corresponder ao checkout ou à página.
O mesmo vale para o estoque.
Problemas comuns incluem:
- promoção encerrada no site e ativa no feed;
- produto sem estoque ainda anunciado;
- variação anunciada com preço de outra;
- valor diferente no checkout;
- atualização atrasada;
- frete inesperado.
Essas divergências podem reduzir a conversão e gerar reprovações.
Produtos com margem diferente não devem ser tratados da mesma forma
Uma campanha pode concentrar orçamento em produtos que vendem bastante, mas deixam pouca margem.
Exemplo:
Produto A:
- preço baixo;
- muitas conversões;
- margem de 8%.
Produto B:
- menos vendas;
- margem de 40%.
O sistema pode identificar o Produto A como uma fonte previsível de conversões, mesmo que o Produto B seja mais interessante financeiramente.
Por isso, o valor de conversão enviado à plataforma precisa refletir o objetivo do negócio.
Algumas empresas utilizam:
- receita;
- margem;
- valor diferente por categoria;
- valor do novo cliente;
- recorrência.
Essa configuração exige planejamento e dados confiáveis.
O papel da landing page
A página de destino precisa corresponder ao anúncio ou produto.
Para uma loja, isso envolve:
- produto correto;
- preço;
- imagens;
- variação;
- estoque;
- prazo;
- frete;
- pagamento;
- troca;
- devolução;
- segurança;
- botão de compra.
Para uma campanha de serviço, envolve:
- serviço correspondente;
- localização;
- público;
- processo;
- benefícios verificáveis;
- limitações;
- formulário;
- telefone;
- WhatsApp.
Uma página genérica pode obrigar a pessoa a procurar novamente aquilo que já havia pesquisado.
Landing page e CPC não possuem uma relação fixa
Uma página melhor pode contribuir para uma experiência mais adequada e para melhores resultados.
Isso não permite afirmar que:
- aumentar uma nota reduz exatamente 50% do CPC;
- toda página lenta paga mais;
- a landing page é sempre o maior problema;
- uma alteração visual diminuirá imediatamente o custo;
- conversão maior garante leilões mais baratos.
O preço do clique também depende do leilão, dos lances, da concorrência e do contexto.
A página deve ser avaliada pelo impacto na experiência e na conversão, não por uma promessa fixa de redução.
O que é Índice de Qualidade
O Índice de Qualidade é uma ferramenta de diagnóstico para palavras-chave de campanhas de pesquisa.
Ele utiliza uma escala de 1 a 10 e considera:
- taxa de cliques esperada;
- relevância do anúncio;
- experiência na página de destino.
O Google informa que essa nota:
- não é uma entrada direta no leilão;
- não é um indicador principal de desempenho;
- não deve ser maximizada isoladamente;
- serve para localizar possíveis problemas.
Uma nota baixa pode indicar que um dos componentes merece revisão.
Ela não determina sozinha quanto será pago.
Índice de Qualidade não é a principal métrica do Performance Max
O estudo da Channable observou principalmente Shopping e Performance Max.
Essas campanhas não são avaliadas pelo mesmo painel de notas por palavra-chave utilizado em Search.
Portanto, não é adequado responder ao estudo dizendo apenas:
“Melhore o Índice de Qualidade.”
Para Performance Max, a análise pode envolver:
- objetivos;
- valores de conversão;
- feed;
- recursos criativos;
- grupos de recursos;
- páginas;
- sinais;
- orçamento;
- estratégia de lances;
- produtos;
- termos e categorias;
- novos clientes;
- medição.
Uma boa taxa de conversão não é universal
O artigo anterior utilizava o exemplo de uma landing page com 15% de conversão contra outra com 5%.
Se o número de visitas, o custo e a qualidade forem iguais, a página com 15% gera três vezes mais conversões.
Porém, as condições raramente são totalmente iguais.
A taxa esperada varia conforme:
- setor;
- produto;
- preço;
- origem;
- dispositivo;
- público;
- decisão;
- formulário;
- marca;
- oferta;
- objetivo medido.
Uma taxa de 2% pode ser lucrativa para um produto caro.
Uma taxa de 15% pode ser ruim quando a campanha registra ações sem valor como conversões.
A qualidade da definição importa tanto quanto a porcentagem.
Verifique o que está sendo contado como conversão
Uma conta pode registrar como conversão:
- compra;
- envio de formulário;
- clique no WhatsApp;
- ligação;
- visualização de página;
- início de checkout;
- cadastro;
- download;
- agendamento.
Nem todas possuem o mesmo valor.
Problemas de configuração podem fazer o sistema:
- contar a mesma compra duas vezes;
- atribuir receita errada;
- contar uma visita como lead;
- perder vendas;
- misturar ações principais e secundárias;
- manter tags antigas;
- registrar teste da equipe.
Antes de otimizar por ROAS, confirme se o valor medido representa uma ação comercial verdadeira.
ROAS atribuído não é receita incremental
ROAS informa o valor atribuído aos anúncios segundo o modelo de mensuração utilizado.
Ele não prova que todas as vendas aconteceram exclusivamente por causa do anúncio.
Algumas pessoas poderiam:
- já conhecer a marca;
- procurar diretamente;
- ter visto conteúdo orgânico;
- recebido indicação;
- aberto um e-mail;
- visitado marketplace;
- voltado depois.
Isso não torna o ROAS inútil.
Significa que ele deve ser interpretado como métrica de atribuição, não como prova absoluta de causalidade.
Como analisar uma queda de ROAS
1. Confirme a medição
Verifique:
- tags;
- conversões;
- valores;
- moeda;
- duplicidade;
- consentimento;
- integração;
- vendas offline;
- devoluções.
2. Compare períodos equivalentes
Evite comparar:
- Black Friday com mês comum;
- lançamento com período sem campanha;
- verão com inverno;
- semana completa com dias incompletos.
Utilize comparação anual quando houver sazonalidade.
3. Separe por campanha
Não observe apenas o total da conta.
Compare:
- Search;
- Shopping;
- Performance Max;
- Display;
- YouTube;
- marca;
- não marca;
- produtos;
- regiões;
- dispositivos.
4. Verifique o CPC
Descubra onde o custo aumentou:
- produto;
- categoria;
- pesquisa;
- dispositivo;
- país;
- horário;
- campanha.
5. Verifique a conversão
Analise:
- página;
- checkout;
- pagamento;
- frete;
- estoque;
- preço;
- erro;
- dispositivo;
- abandono.
6. Verifique o ticket
O ROAS pode cair mesmo com a mesma quantidade de pedidos quando os clientes passam a comprar produtos de menor valor.
7. Verifique a margem
Uma campanha pode manter o ROAS e ficar menos lucrativa quando o custo do produto ou da logística aumenta.
8. Verifique o mix
Observe quais produtos receberam investimento e quais geraram receita.
Palavras-chave negativas ainda podem ajudar
Negativas impedem a exibição em determinadas pesquisas.
Elas podem ser úteis quando o termo:
- não possui relação com o produto;
- pertence a outra região;
- procura emprego;
- procura conteúdo gratuito;
- procura outra marca que a empresa não quer atender;
- entra em conflito com as políticas;
- gera tráfego recorrente sem utilidade.
Não existe uma obrigação de revisão semanal para toda conta.
Também não é adequado bloquear qualquer termo que ainda não converteu com poucos dados.
Negativas excessivas podem reduzir o alcance útil.
Palavras de cauda longa não são sempre mais baratas
Uma consulta específica pode indicar maior intenção.
Exemplo:
“comprar tênis feminino corrida tamanho 37”
Ela pode converter melhor do que “tênis”.
Ao mesmo tempo, vários anunciantes podem disputar exatamente essa intenção, elevando o CPC.
O valor depende do leilão.
A vantagem da especificidade está principalmente na capacidade de compreender melhor a necessidade, não em uma garantia de clique barato.
Para lojas, o checkout também faz parte da campanha
A campanha não termina quando a pessoa clica.
Ela continua por etapas como:
- página do produto;
- escolha da variação;
- carrinho;
- identificação;
- endereço;
- frete;
- pagamento;
- confirmação.
Problemas em qualquer etapa reduzem a conversão.
Verifique:
- erro no Pix;
- cartão recusado;
- formulário longo;
- frete alto;
- prazo;
- falta de método de pagamento;
- cupom quebrado;
- carregamento;
- versão móvel;
- estoque;
- confiança.
Para serviços, o formulário também precisa ser qualificado
Reduzir o formulário pode aumentar a quantidade de leads, mas também pode diminuir a qualidade.
Um formulário precisa encontrar equilíbrio entre:
- facilidade;
- informações necessárias;
- privacidade;
- qualificação;
- atendimento.
Campos possíveis incluem:
- nome;
- contato;
- serviço;
- cidade;
- situação;
- mensagem.
Não solicite documentos ou informações sensíveis sem necessidade.
O que acompanhar em um e-commerce
- CPC
- CTR
- taxa de conversão
- custo por compra
- ROAS
- receita atribuída
- ticket médio
- margem
- novos clientes
- clientes recorrentes
- cancelamentos
- devoluções
- estoque
- lucro estimado
O que acompanhar em um negócio de serviços
- CPC
- CTR
- custo por lead
- leads qualificados
- agendamentos
- comparecimento
- propostas
- contratos
- custo por cliente
- receita
- margem
- tempo de fechamento
O custo por lead pode cair enquanto a quantidade de contratos também cai.
A qualidade precisa ser acompanhada até o final do processo.
Benchmark não substitui o histórico da conta
Comparar a campanha com o mercado pode ajudar a localizar diferenças.
A principal comparação, porém, deve incluir o próprio histórico.
Observe:
- mesmo período do ano anterior;
- últimos meses;
- mudanças de orçamento;
- alterações no site;
- produtos;
- preços;
- campanhas;
- concorrência;
- sazonalidade.
Uma conta pode apresentar CPC acima do benchmark e continuar lucrativa.
Outra pode pagar menos por clique e perder dinheiro.
Quando um CPC alto pode ser aceitável
Um clique caro pode fazer sentido quando:
- a intenção é forte;
- a taxa de conversão é alta;
- o ticket é elevado;
- a margem é suficiente;
- o cliente compra novamente;
- a venda gera contratos futuros;
- a concorrência é compatível.
O objetivo não deve ser comprar o clique mais barato.
Deve ser adquirir resultados com custo sustentável.
Quando reduzir o orçamento
Pode ser necessário reduzir quando:
- a medição está quebrada;
- a campanha gera prejuízo;
- o estoque acabou;
- a logística está sobrecarregada;
- o site possui erro grave;
- o pagamento não funciona;
- a margem não suporta as tarifas;
- não existe capacidade de atender.
Reduzir não significa necessariamente encerrar.
Pode ser uma forma de preservar recursos enquanto o problema é corrigido.
Quando aumentar o orçamento
Aumentar pode fazer sentido quando:
- a campanha é lucrativa;
- existe demanda;
- o orçamento limita o volume;
- o estoque suporta;
- a operação consegue entregar;
- a medição é confiável;
- a margem foi calculada.
Mais orçamento não garante o mesmo ROAS.
Ao ampliar a campanha, o sistema pode buscar oportunidades adicionais com retorno diferente.
Faça alterações de forma controlada e acompanhe o efeito.
É necessário parar de anunciar no Google?
Não existe uma resposta geral.
O estudo não mostrou que o Google Ads deixou de funcionar.
Ele identificou perda de eficiência em um conjunto de campanhas europeias de e-commerce.
Uma empresa pode decidir:
- manter;
- reduzir;
- ampliar;
- reorganizar;
- testar outro canal;
- corrigir a página;
- revisar o feed;
- mudar produtos;
- melhorar a medição.
A decisão deve considerar a conta e o resultado financeiro.
SEO substitui o Google Ads?
Não.
SEO e mídia paga possuem características diferentes.
Google Ads
Pode gerar visibilidade enquanto existe orçamento e campanha ativa.
Também permite:
- segmentação;
- testes;
- controle de investimento;
- divulgação de produtos;
- campanhas sazonais.
SEO
Pode construir páginas encontradas organicamente ao longo do tempo.
Ele também exige:
- site;
- conteúdo;
- manutenção;
- pesquisa;
- atualização;
- trabalho técnico.
Não existe garantia de posição ou tráfego.
Uma empresa pode utilizar os dois canais.
O artigo sobre como as mudanças do Google afetam os cliques orgânicos explica por que o tráfego orgânico também precisa ser analisado com cuidado.
O que uma landing page profissional precisa resolver
Uma página de campanha pode apresentar:
- oferta;
- público;
- problema;
- serviço ou produto;
- evidências;
- processo;
- preço ou forma de solicitar proposta;
- perguntas;
- limitações;
- contato;
- política de privacidade.
Ela deve corresponder ao anúncio.
Exemplo:
Se o anúncio oferece criação de landing page, o clique não deveria levar a uma página genérica que mistura loja virtual, blog, redes sociais e outros serviços sem prioridade.
O visitante precisa encontrar aquilo que motivou o clique.
Aprendizado de uma campanha real
No artigo sobre os bastidores de uma campanha real, mostro como criativo, público, página, ticket e medição precisam ser analisados em conjunto.
O princípio vale também para o Google Ads.
Nenhum anúncio corrige sozinho:
- oferta inadequada;
- página confusa;
- preço incorreto;
- atendimento lento;
- produto sem procura;
- margem insuficiente.
Plano prático para revisar a conta
Etapa 1: definir a métrica comercial
Escolha o que realmente representa resultado:
- compra;
- contrato;
- agendamento;
- lead qualificado;
- receita;
- margem.
Etapa 2: confirmar o rastreamento
Teste as conversões e os valores.
Etapa 3: calcular o limite
Defina quanto a empresa consegue pagar por:
- venda;
- lead;
- cliente;
- agendamento.
Etapa 4: separar campanhas
Não misture todos os formatos em uma análise única.
Etapa 5: revisar produtos e serviços
Identifique quais itens possuem:
- margem;
- demanda;
- estoque;
- capacidade de entrega.
Etapa 6: revisar feed e anúncios
Confira títulos, imagens, preços, descrições e disponibilidade.
Etapa 7: revisar páginas
Teste velocidade, versão móvel, clareza, formulários e checkout.
Etapa 8: analisar consultas e públicos
Identifique tráfego incompatível.
Etapa 9: revisar orçamento e lances
Verifique se a estratégia corresponde ao objetivo e à quantidade de dados.
Etapa 10: testar alterações isoladas
Evite mudar campanha, site, preço e orçamento ao mesmo tempo.
Caso tudo seja alterado, será difícil saber o que causou o resultado.
Checklist de auditoria
Negócio
- Margem calculada
- Ticket médio conhecido
- Limite de custo definido
- Produtos prioritários
- Estoque atualizado
- Capacidade de entrega
Mensuração
- Conversões corretas
- Valores corretos
- Moeda correta
- Sem duplicidade
- Compras de teste excluídas
- Vendas offline registradas quando necessário
Campanhas
- Objetivo correto
- Orçamento adequado
- Estratégia de lances revisada
- Campanhas separadas
- Produtos analisados
- Termos revisados
- Negativas justificadas
Feed
- Títulos claros
- Imagens adequadas
- Preço correto
- Disponibilidade correta
- Identificadores
- Categoria
- Links funcionando
- Variações corretas
Página
- Conteúdo correspondente
- Carregamento adequado
- Versão móvel
- Preço visível
- Frete compreensível
- Políticas
- Formulário testado
- Checkout testado
- Pagamento funcionando
Resultado
- CPC
- conversão
- custo por aquisição
- ROAS
- margem
- cancelamentos
- devoluções
- lucro estimado
Perguntas frequentes
O CPC do Google Ads subiu 15% no mundo inteiro?
Não. O número veio de anunciantes de e-commerce da União Europeia e do Espaço Econômico Europeu, principalmente em Shopping e Performance Max.
O estudo analisou empresas brasileiras?
Não. Os resultados não podem ser aplicados automaticamente ao Brasil.
O ROAS caiu exatamente 40%?
O estudo registrou queda de 43% no Standard Shopping e 46% no Performance Max.
ROAS é lucro?
Não. ROAS compara valor de conversão com gasto em anúncios. Não desconta automaticamente mercadoria, impostos, frete, devoluções e outras despesas.
Cada clique passou a gerar menos receita?
O estudo analisou o desempenho agregado das campanhas. Ele não mediu o retorno individual de cada clique.
O Índice de Qualidade reduz o CPC em 50%?
O Google não confirma essa regra. O Índice de Qualidade é uma ferramenta de diagnóstico, não uma entrada direta no leilão.
Performance Max possui Índice de Qualidade de 1 a 10?
Não da mesma forma utilizada para palavras-chave de campanhas de pesquisa.
Melhorar a landing page reduz o CPC?
Uma página melhor pode contribuir para a experiência e conversão, mas não existe uma redução fixa garantida.
Palavras de cauda longa são sempre mais baratas?
Não. O CPC depende da concorrência e do leilão. Consultas específicas podem ser caras quando possuem alta intenção comercial.
Preciso revisar palavras negativas toda semana?
Não existe uma frequência universal. A revisão depende do volume, orçamento e comportamento da campanha.
Devo parar de anunciar?
Não apenas por causa do benchmark. Analise sua margem, rastreamento, campanhas, produtos e páginas.
SEO é mais barato que anúncio?
Os modelos de custo são diferentes. SEO também exige investimento, tempo e manutenção, além de não garantir posição.
Como sei se minha campanha está pior?
Compare períodos equivalentes e acompanhe CPC, conversão, aquisição, receita, margem, cancelamentos e lucro.
Conclusão
O estudo da Channable encontrou aumento de 15% no CPC e queda de até 46% no ROAS de campanhas europeias de e-commerce.
O resultado é relevante, mas possui um recorte definido.
Ele não comprova que todo Google Ads ficou 15% mais caro, que o mesmo aconteceu no Brasil ou que campanhas de serviços tiveram a mesma queda.
Também não permite reduzir a solução a uma nota de Índice de Qualidade ou a uma alteração na landing page.
Para compreender o resultado de uma conta, é necessário revisar:
- medição;
- margem;
- campanhas;
- produtos;
- feed;
- preço;
- frete;
- página;
- checkout;
- atendimento.
CPC baixo não garante lucro. ROAS alto também não garante.
A melhor decisão começa pelos números da própria empresa.
Sua campanha recebe cliques, mas a página não transforma essas visitas em contatos ou pedidos?
Posso analisar e reorganizar sua landing page ou loja virtual, corrigindo estrutura, conteúdo, navegação, formulários, checkout e pontos de contato de acordo com a campanha e o objetivo do negócio.
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Fontes consultadas
Channable: Google Ads Performance Benchmark
Ecommerce News Europe: Cost-per-click increased by 15% in one year
eCommerce News Portugal: CPC sobe 15% e ROAS cai mais de 40%
Google Ads: como interpretar o Índice de Qualidade
Google Ads: como utilizar o Índice de Qualidade para diagnóstico
Google Ads: compreender dados de conversão
Google Ads: campanhas Performance Max
Google Ads: palavras-chave negativas




